Lionel Messi na Copa do Mundo: desilusões, troféu e agora a despedida

Falar sobre Messi na Copa do Mundo é falar sobre uma das maiores histórias já construídas no futebol mundial. A narrativa teve de tudo: estreia com bons momentos, desilusões seguidas, a aparência de um fim melancólico e a conquista apoteótica. Para 2026, o mundo do futebol sabe que a despedida está aqui e tudo o que os argentinos querem é mais um título. Será que dá?

Aos 38 anos, o craque argentino se prepara para disputar aquela que deve ser sua sexta e última participação no torneio. Jogando no Inter Miami há algumas temporadas, não há como negar sua capacidade técnica, mas também não se pode questionar o ritmo mais lento que ele leva seu jogo e sua carreira desde que se mudou para os Estados Unidos.

Abaixo vamos repassar a trajetória de Lionel Messi na Copa do Mundo e como ele chega para a sua sexta.

Copa do Mundo de 2006: estreia e primeiro gol

A relação entre Messi e a Copa começou em 2006, na Alemanha. Ainda muito jovem, ele pouco participou da campanha argentina que terminou nas quartas de final, sem sair do banco contra a Alemanha no jogo decisivo.

Mas o ponto positivo é que ele conseguiu seu primeiro gol em Copas, na goleada contra a Sérvia e Montenegro. Ninguém sabia onde a promessa do Barcelona iria parar, mas os primeiros sinais eram positivos.

Copa do Mundo de 2010: primeira desilusão

Já como melhor do mundo, Messi chegou à Copa de 2010, na África do Sul, cercado de expectativas. Mas a decepção foi grande: a seleção comandada por Diego Maradona era uma bagunça e Messi não conseguiu marcar gols e viu a Argentina ser eliminada pela Alemanha com uma goleada de 4 a 0.

Copa do Mundo de 2014: segunda desilusão

O grande salto aconteceu em 2014. No Brasil, Messi liderou uma seleção argentina que chegou até a final da competição. Com atuações decisivas durante toda a campanha, ele marcou quatro gols na Copa, o mais importante nos acréscimos contra o Irã para vencer a partida. Porém, a Alemanha de novo estava no meio do caminho: o camisa 10 teve uma final apagada e viu os alemães fazerem,na prorrogação, o gol da vitória. Messi foi eleito o melhor jogador do torneio, mas isso não impediu as críticas.

Copa do Mundo de 2018: parecia que não era para ser

A preparação para a Copa do Mundo de 2018 foi péssima e a Argentina se classificou nas eliminatórias apenas na última rodada. Lionel Messi a essa altura era a cara de uma geração que não vencia, perdendo também duas finais de Copa América seguidas.

A edição de 2018, na Rússia, foi provavelmente a mais complicada de sua carreira em Mundiais. A Argentina enfrentou problemas coletivos durante toda a competição e acabou eliminada pela França nas oitavas de final. Messi marcou apenas um gol.

Copa do Mundo de 2022: a redenção

Tudo mudou em 2022. Messi não estava mais no Barcelona e parece ter guardado o fim de seu auge para a conquista que tanto escapou. Um ano antes, conseguiu finalmente seu primeiro título com a Argentina na Copa América de 2021.

No Catar, Messi viveu o auge de sua trajetória em Copas do Mundo. O camisa 10 marcou sete gols e distribuiu três assistências ao longo da competição, liderando a Argentina desde a surpreendente derrota para a Arábia Saudita até a histórica final contra a França.

A decisão contra os franceses entrou para a história como uma das maiores finais já disputadas. Messi marcou duas vezes, participou diretamente dos principais lances ofensivos da Argentina e finalmente levantou o troféu que faltava em sua carreira.

Os números de Messi na Copa do Mundo ajudam a explicar essa importância. Ele já é o jogador com mais partidas disputadas na história dos Mundiais, tem 13 gols na competição e acumula participações em cinco edições diferentes do torneio.

Mas como Messi chega para a Copa do Mundo de 2026?

Apesar da idade avançada para os padrões do futebol profissional, o argentino continua sendo uma peça fundamental da seleção comandada por Lionel Scaloni. Durante as Eliminatórias Sul-Americanas para o Mundial, ele manteve números expressivos mesmo tendo uma clara diminuição na explosão e participação no jogo.

O contexto da Seleção Argentina também mudou um pouco. Quando Messi está em campo, o time joga para ele, mas hoje tem mais jogadores que aliam experiência e alto nível: Julián Álvarez, Enzo Fernández, Alexis Mac Allister e Lautaro Martínez, já importantes em 2022, são ainda mais em 2026. Isso permite que Messi tenha menos responsabilidade física e possa focar nos momentos decisivos das partidas.

Existem, naturalmente, dúvidas sobre sua condição física. Nas últimas temporadas, o craque lidou com algumas limitações musculares e inclusive é poupado com frequência tanto pelo seu time quanto pela seleção.

Não há dúvidas que a última campanha de Messi na Copa do Mundo é um dos grandes chamarizes desta edição do Mundial. E por isso mesmo os ingressos da Argentina estão entre os mais caros. Até onde será que o gênio argentino chegará na competição? É isso que saberemos nas próximas semanas.


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